29 de nov de 2011

Estado faz campanha de incentivo à doação de sangue


Ação é para evitar queda de até 30% no número doadores em período crítico de final de ano


O Governo do Estado promove nessa semana uma ofensiva para garantir a manutenção dos estoques de sangue em São Paulo durante o fim de ano, período considerado o mais crítico pelos médicos e especialistas. A queda no número de doadores chega a 30%, principalmente por conta das férias e festas.


Nesta terça-feira, 29, o governador Geraldo Alckmin, a primeira dama Lu Alckmin e o secretário da Saúde Giovanni Guido Cerri lançaram uma campanha para conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue que será veiculada em todo o Estado. O objetivo é levar aos bancos de sangue um número maior de voluntários e fidelizar a doação, transformando assim a doação esporádica em regular. Para as ações foram investidos R$ 1 milhão em publicidade para atrair novos voluntários.


"A doação de sangue é um ato de amor ao próximo e é muito importante. Nós temos, em primeiro lugar, a questão das grandes cirurgias, politraumatizados que têm grandes hemorragias e é desesperador você, numa cirurgia, não ter sangue para fazer transfusão. Em segundo lugar, as doenças oncológicas, as leucemias", afirmou o governador.


Os postos de coleta de sangue vinculados ao Sistema Único de Saúde em São Paulo recebem em média 75 mil voluntários por mês. Este número cai expressivamente nos meses de julho, dezembro e janeiro devido ao frio e as férias de final de ano.


"Um ato voluntário e solidário como o de doar sangue ajuda a salvar vidas. Por isso é tão importante que a doação deixe de ser apenas esporádica e se torne rotineira na vida de todos os possíveis voluntários", afirma o secretário da Saúde.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o número de doadores de um país seja de 3% a 5% do total da população. Contudo, segundo dados do Ministério da Saúde, este índice no Brasil está bem aquém do preconizado, não chegando a 2%.


“Do sangue tudo se aproveita: as hemácias, o plasma, as células. Não dói nada, uma picadinha. As pessoas até 67 anos de idade podem doar desde que atendam ao protocolo. Então eu diria que é muito importante e a população é muito generosa. Sempre que está baixando o estoque de sangue se faz uma campanha e as pessoas atendem e são muito fiéis ajudando sempre o banco de sangue”, lembrou Alckmin.


Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 67 anos, pesar mais de 50 quilos e apresentar documento de identidade original (com foto). O doador deve estar em boas condições de saúde, descansado (ter dormido, no mínimo, seis horas) e alimentado.


Os voluntários não devem ter consumido alimentos gordurosos até quatro horas antes da doação e nem ter consumido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores. Não pode doar sangue quem teve hepatite após os 10 anos de idade, é usuário de drogas injetáveis ou é portador de hepatite B, hepatite C ou Aids.


No site www.saude.sp.gov.br/doesangue estão disponíveis os endereços de todos os postos de coleta de sangue no Estado.

foto: Divulgação

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